Prepare o coração (e a carteira) porque a Uber deu um passo que está dando o que falar na Europa — e, como sempre, o Brasil pode ser a próxima parada dessa novela.
A gigante dos aplicativos de transporte começou a testar uma nova cobrança em alguns países europeus. A taxa, que já aparece no valor final das corridas em cidades de Portugal e Espanha, é um adicional que promete acender o sinal de alerta por aqui.
Mas calma, não é só mais uma tarifa dinâmica. A empresa alega que o valor extra serve para “melhorar a experiência do usuário” — mas, na prática, o que se vê são passageiros reclamando nas redes sociais e especialistas questionando a legalidade da medida.
Como funciona a nova taxa que está bombando na Europa
De acordo com o iG Economia, a Uber está implementando uma sobretaxa fixa em determinadas rotas e horários. O valor varia, mas já foi flagrado entre €0,50 e €2,00 por viagem. A justificativa? Investimentos em “novas funcionalidades de segurança e suporte”.
“A Uber está criando um pedágio invisível para o passageiro. É uma forma de aumentar a receita sem mexer na tarifa base, mas quem paga o pato é o consumidor final”, criticou o especialista em direito do consumidor Carlos Affonso Souza, em entrevista ao Consultor Jurídico.
Nas redes, os memes não perdoam: “Agora a Uber cobra até pra gente respirar dentro do carro?” brincou um usuário no X (antigo Twitter). Mas a piada esconde uma preocupação real: se a moda pega, o Brasil — um dos maiores mercados da empresa — pode ver a novidade desembarcar em breve.
E o ‘Passe’ que obriga motorista a pagar para trabalhar?
Enquanto isso, outro assunto quente envolvendo a Uber está fervendo nos tribunais. O chamado “Passe” — uma taxa mensal que motoristas precisam pagar para ter acesso a vantagens como descontos em combustível e prioridade em corridas — foi considerado abusivo por especialistas.
“Isso é um absurdo. O motorista já arca com todos os custos do veículo e agora precisa pagar uma mensalidade para conseguir trabalhar? É um pedágio disfarçado”, disparou a advogada trabalhista Juliana Bracks em reportagem do Consultor Jurídico. A ação coletiva que tramita na Justiça pode mudar as regras do jogo — e o bolso de milhares de motoristas pelo Brasil.
O outro lado: cashback do governo com BB e Caixa
Mas nem só de polêmica vive a Uber. Em uma parceria com o programa Move Brasil, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal estão oferecendo cashback para quem usa o aplicativo e a 99. A ideia é incentivar a mobilidade sustentável e, de quebra, aliviar o orçamento do passageiro.
Segundo O GLOBO, os descontos podem chegar a até 15% do valor das corridas, desde que o usuário adira ao programa e cumpra algumas metas. Uma iniciativa que, por enquanto, só gera sorrisos.
O que esperar?
Enquanto a nova taxa ainda é um fantasma para o consumidor brasileiro, o histórico mostra que a Uber costuma replicar por aqui o que testa lá fora. Foi assim com o Uber Pass, com as gorjetas e com os cancelamentos pagos.
Portanto, fique de olho: a polêmica pode estar mais perto do que você imagina. E a pergunta que não quer calar: você pagaria mais caro para pedir um Uber?
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